Washington e Londres decidiram proibir os computadores portáteis e os tablets na cabine dos voos com origem em vários países árabes e Turquia. Medida começa a vale ainda essa semana
As companhias aéreas afetadas pela proibição de computadores portáteis e tablets em voos rumo ao Reino Unido a partir da Turquia e de 5 países árabes têm até sábado para começar a aplicar a medida, declarou nesta quarta-feira o governo britânico.
Até as 00h01 GMT de sábado (21h01 de sexta, horário de Brasília), a medida deverá estar em vigor mas, de qualquer forma, segundo uma porta-voz do ministério dos Transportes, os passageiros “já devem ir ao aeroporto com a ideia de que as medidas já são aplicadas”.
Washington e Londres decidiram na terça-feira proibir os computadores portáteis e os tablets na cabine dos voos com origem em vários países árabes e Turquia.
No caso do Reino Unido, a medida englobará os voos que partem de Turquia, Líbano, Jordânia, Egito, Tunísia e Arábia Saudita.
Os Estados Unidos citaram o risco de esconder bombas nestes aparelhos. Em Londres, o ministro dos Transportes britânico, Chris Gayling, disse ao Parlamento que é preciso ir adequando as medidas de segurança às “mudanças constantes” na “ameaça terrorista”.
As 14 companhias aéreas afetadas foram alertadas imediatamente após a decisão do governo, anunciada na terça-feira, mas as disposições para colocar a medida em prática exigiam vários dias.
O que se sabe até o momento:
- O que está proibido — De acordo com a decisão dos Estados Unidos, todos os dispositivos eletrônicos maiores que um telefone celular estarão proibidos nos voos e devem ser despachados com a bagagem. A medida é aplicada aos laptops, tablets, consoles de jogos eletrônicos, livros eletrônicos, aparelhos de DVD, câmeras fotográficas, entre outros.
– Londres proibiu nos voos “qualquer telefone, computador portátil ou tablet maior que um telefone celular de tamanho normal (comprimento de 16 cm, largura de 9,3 cm e espessura de 1,5 cm)”.
- Os países em questão — O governo dos Estados Unidos aplicará as medidas a partir de sábado aos voos diretos procedentes de 10 aeroportos de oito países, todos aliados e sócios de Washington: Jordânia, Egito, Turquia, Arábia Saudita, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Marrocos.
- O Reino Unido aplicará as restrições aos voos procedentes de todos os aeroportos da Turquia e cinco países árabes: Líbano, Jordânia, Egito, Tunísia e Arábia Saudita. As medidas foram notificadas de modo imediato às companhias aéreas, que têm prazo até sábado para implementá-las.
– Voos e companhias afetadas — Cinquenta voos diários de nove companhias aéreas (Royal Jordanian, EgyptAir, Turkish Airlines, Arabia Airlines, Kuwait Airways, Royal Air Morocco, Qatar Airways, Emirates e Etihad Airways) serão afetados pela decisão dos Estados Unidos.
- O anúncio britânico afeta a 14 empresas: British Airways, EasyJet, Jet2.com, Monarch, Thomas Cook, Thomson, Turkish Airlines, Pegasus Airways, Atlas-Global Airlines, Middle East Airlines, Egyptair, Royal Jordanian, Tunis Air e Saudia.
- Os motivos -- Washington citou o risco de atentados. “A análise dos serviços de inteligência indica que grupos terroristas continuam apontando para o transporte aéreo e buscam novos métodos para cometer atentados, como dissimular explosivos em bens de consumo”, explicou uma fonte do governo. De acordo com o canal CNN, que citou uma fonte do governo de Donald Trump, a decisão estaria relacionada a uma ameaça do grupo Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA), braço do grupo extremista no Iêmen.
– Em Londres, o ministro dos Transportes, Chris Gayling, disse ao Parlamento que é necessário adequar as medidas de segurança às “mudanças constantes” na “ameaça terrorista”.
- Países que podem aderir — A França está considerando a medida: um porta-voz da Direção Geral de Aviação Civil (DGAC) disse à AFP que, no momento, “não se decidiu” fazer o mesmo, mas uma análise de riscos está em curso.
– Canadá, membro da aliança internacional de serviços de inteligência “Five Eyes” (“cinco olhos”), com Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia, está estudando a possibilidade, de acordo com o ministro dos Transportes, Marc Garneau.
– Países que disseram não — Alemanha, Austrália e Nova Zelândia rejeitaram até o momento a ideia de aplicar medidas similares.
- A reação dos países afetados — Até o momento apenas a Turquia reagiu ao anúncio. O ministro das Relações Exteriores, Mevlüt Cavusoglu, questionou a eficiência da medida porque “um terrorista do Daesh (acrônimo do grupo Estado Islâmico em árabe) pode embarcar em qualquer lugar”.
Até as 00h01 GMT de sábado (21h01 de sexta, horário de Brasília), a medida deverá estar em vigor mas, de qualquer forma, segundo uma porta-voz do ministério dos Transportes, os passageiros “já devem ir ao aeroporto com a ideia de que as medidas já são aplicadas”.
Washington e Londres decidiram na terça-feira proibir os computadores portáteis e os tablets na cabine dos voos com origem em vários países árabes e Turquia.
No caso do Reino Unido, a medida englobará os voos que partem de Turquia, Líbano, Jordânia, Egito, Tunísia e Arábia Saudita.
Os Estados Unidos citaram o risco de esconder bombas nestes aparelhos. Em Londres, o ministro dos Transportes britânico, Chris Gayling, disse ao Parlamento que é preciso ir adequando as medidas de segurança às “mudanças constantes” na “ameaça terrorista”.
As 14 companhias aéreas afetadas foram alertadas imediatamente após a decisão do governo, anunciada na terça-feira, mas as disposições para colocar a medida em prática exigiam vários dias.
O que se sabe até o momento:
- O que está proibido — De acordo com a decisão dos Estados Unidos, todos os dispositivos eletrônicos maiores que um telefone celular estarão proibidos nos voos e devem ser despachados com a bagagem. A medida é aplicada aos laptops, tablets, consoles de jogos eletrônicos, livros eletrônicos, aparelhos de DVD, câmeras fotográficas, entre outros.
– Londres proibiu nos voos “qualquer telefone, computador portátil ou tablet maior que um telefone celular de tamanho normal (comprimento de 16 cm, largura de 9,3 cm e espessura de 1,5 cm)”.
- Os países em questão — O governo dos Estados Unidos aplicará as medidas a partir de sábado aos voos diretos procedentes de 10 aeroportos de oito países, todos aliados e sócios de Washington: Jordânia, Egito, Turquia, Arábia Saudita, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Marrocos.
- O Reino Unido aplicará as restrições aos voos procedentes de todos os aeroportos da Turquia e cinco países árabes: Líbano, Jordânia, Egito, Tunísia e Arábia Saudita. As medidas foram notificadas de modo imediato às companhias aéreas, que têm prazo até sábado para implementá-las.
– Voos e companhias afetadas — Cinquenta voos diários de nove companhias aéreas (Royal Jordanian, EgyptAir, Turkish Airlines, Arabia Airlines, Kuwait Airways, Royal Air Morocco, Qatar Airways, Emirates e Etihad Airways) serão afetados pela decisão dos Estados Unidos.
- O anúncio britânico afeta a 14 empresas: British Airways, EasyJet, Jet2.com, Monarch, Thomas Cook, Thomson, Turkish Airlines, Pegasus Airways, Atlas-Global Airlines, Middle East Airlines, Egyptair, Royal Jordanian, Tunis Air e Saudia.
- Os motivos -- Washington citou o risco de atentados. “A análise dos serviços de inteligência indica que grupos terroristas continuam apontando para o transporte aéreo e buscam novos métodos para cometer atentados, como dissimular explosivos em bens de consumo”, explicou uma fonte do governo. De acordo com o canal CNN, que citou uma fonte do governo de Donald Trump, a decisão estaria relacionada a uma ameaça do grupo Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA), braço do grupo extremista no Iêmen.
– Em Londres, o ministro dos Transportes, Chris Gayling, disse ao Parlamento que é necessário adequar as medidas de segurança às “mudanças constantes” na “ameaça terrorista”.
- Países que podem aderir — A França está considerando a medida: um porta-voz da Direção Geral de Aviação Civil (DGAC) disse à AFP que, no momento, “não se decidiu” fazer o mesmo, mas uma análise de riscos está em curso.
– Canadá, membro da aliança internacional de serviços de inteligência “Five Eyes” (“cinco olhos”), com Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia, está estudando a possibilidade, de acordo com o ministro dos Transportes, Marc Garneau.
– Países que disseram não — Alemanha, Austrália e Nova Zelândia rejeitaram até o momento a ideia de aplicar medidas similares.
- A reação dos países afetados — Até o momento apenas a Turquia reagiu ao anúncio. O ministro das Relações Exteriores, Mevlüt Cavusoglu, questionou a eficiência da medida porque “um terrorista do Daesh (acrônimo do grupo Estado Islâmico em árabe) pode embarcar em qualquer lugar”.
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