sábado, 23 de janeiro de 2016

A liberdade de viajar sozinho

Liberdade é a palavra mais escutada, quando se pergunta sobre as vantagens de viajar sozinho.

Surge na voz da atriz Dalila Carmo, como na das investigadoras Ana Fonseca e Graça Joaquim. Todas têm experiências diversas neste campo, na Europa, na América do Sul, em África. E garantem que, assim, está-se mais disponível para conhecer locais, pessoas e a si mesmo.
"Este género de viagem faz muita confusão a muita gente; para mim, é muito libertador ir sozinha", diz Dalila Carmo, que dessa maneira percorreu oito países da América do Sul, durante cinco meses e meio, entre 2014 e 2015, com encontros pontuais.
"Já aconteceu viajar com pessoas com um objetivo de viagem diferente do meu e ninguém estar feliz. Assim, ninguém aponta nada a ninguém. Não imponho nada a ninguém, ninguém tem de andar ao meu ritmo", explica Dalila. Pode demorar-se num lugar mais bonito, dormir até tarde ou madrugar, se lhe apetecer.
A atriz não viaja pelo convívio, mas para conhecer os sítios. "Uma das coisas que acontecem quando se viaja com amigos ou com o companheiro é que a pessoa fecha-se muito no grupo e não se relaciona tanto com os locais", sustenta.
Dalila chegou a andar sozinha por países como Israel, Eslovénia, Turquia ou Sérvia, entre outros. Também já fez viagens em parte acompanhada, em parte só. "Vou para sítios improváveis, às vezes para ver um espetáculo."


Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=4984909

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