terça-feira, 13 de outubro de 2015

'Perdidos na Oktoberfest': turistas dão dicas para não sumir na multidão

No sábado (10), festa alemã em Blumenau reuniu 53 mil pessoas.
Segurar a mão, marcar ponto de encontro e usar pulseira são estratégias.

Tiara alemã na cabeça, celular na orelha, cara de preocupada. A estudante catarinense Natália Ullmann protagonizava uma cena tão típica da Oktoberfest de Blumenau quanto o chope e as bandinhas: era mais uma perdida na festa. Procurava “o pessoal da van”.
“Tá difícil, ninguém responde, o sinal tá fora. O jeito é dar uma volta, ver se acha, mas tá complicado”, dizia a jovem no meio da festa alemã, que começou na última quarta (7) em Santa Catarina.
É muito fácil se perder no meio da multidão que grita "Ein Prosit", de caneco na mão (a expressão alemã é equivalente ao tim-tim, em português). Ainda mais em dias como sábado (10), em que Oktoberfest atingiu lotação máxima: 53 mil pessoas estiveram na Vila Germânica.

Estratégias
Com tanta gente, os turistas criam métodos para não se perder da turma. “A gente sempre procura um ponto estratégico. Marca um ponto e vem direto”, disse Melina Amaro, que veio de Roraima.
A estudante Julia Wagner Guedes puxava um grupo no melhor estilo ONU: era a responsável pelas amigas do intercâmbio. “Essa é a Jill dos Estados Unidos, a Carla, da Itália, e a Eva da Alemanha”, apresentou. “A gente fica segurando a mão”.
Sem a mesma estratégia, um grupo de amigas se divertia procurando outras. “A gente foi no banheiro e nos perdemos”.
Com criança pequena, porém, se perder não tem a menor graça. Por isso, os pais também têm estratégias. “Com criança tem que ficar no máximo até 22h. Quando você se movimentar, circular, tem que segurar na mão. Ou ficar sentado em mesas”, disse o engenheiro elétrico Fábio Alexandre.

Pulseirinhas
A estratégia das pulseirinhas com identificação também tem funcionado na festa. “É fundamental, porque a criança só sai quando estiver com um adulto com o mesmo número na pulseira”, elogiava a paulista Regiane Sanches.
“A gente não largou a mão dela nem dele um minuto, a gente não largou de ninguém”, dizia, atenta, a carioca Cláudia Nikolai, que levou duas crianças para a festa.
Há quem ache que se perder também pode ser uma oportunidade. Como a catarinense Lucir Petry. “A gente espera encontrar a pessoa que está conosco, só que a gente faz novas amizades também”.

Fonte: http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/oktoberfest/2015/noticia/2015/10/perdidos-na-oktoberfest-turistas-dao-dicas-para-nao-sumir-na-multidao.html

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