Como ia ficar muito tempo morando em Porto Alegre e a chuva não parou (sério, que meses foram esses de setembro e outubro?), comecei a pesquisar locais relativamente próximos para ir. Foi aí que os cânions surgiram com opção. Mas a verdade é que poucas pessoas conhecem esses paraísos escondidos no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
O melhor de tudo é que os cânions são mais acessíveis do que se imagina. De Porto Alegre até a cidade de Praia Grande, onde fica o Itaimbezinho, são cerca de 2h30 de carro. Entre um cânion e outro, apenas 1h.
Você também não vai precisar de um carro 4×4 pra chegar aos locais. Um carro popular de andar na cidade já é mais do que suficiente. Só esteja preparada, porque vai sujar 
Cânion Itaimbezinho
Como eu estava em Torres, achei melhor reservar um hostel em Praia Grande. Fiquei um pouco preocupado porque na noite anterior tinha chovido muito. O risco de estar tudo nublado e a vista ser prejudicada era muito grande.
Mas, pelo menos desta vez, a sorte estava do meu lado. Um sol escaldante que não via desde o Rio de Janeiro me deu bom dia logo de manhã. Não pensei duas vezes e parti para o cânion.
Da cidade até o Parque demora cerca de 1h, com muitas curvas em uma estrada de terra. Já na estrada algumas vistas são deslumbrantes, eu cheguei a ver uma pequena lagoa que refletia o azul do céu de uma modo incrível. Chegando lá você vai precisar desembolsar R$6 para entrar e R$5 para estacionar.
Dentro do parque existem duas opções de trilhas: a do Vértice e a do Cotovelo. A primeira é menor e mostra mais as cachoeiras do que os cânions. Já a do Cotovelo é maior e te dá uma vista privilegiada dos cânions. Como estava uma semana de instabilidade e eu estava com medo de verdade que começasse a chover (baseado na minha sorte), decidi encarar a trilha maior primeiro.
Na verdade, não é uma trilha nem um pouco difícil e nem muito grande. Você terá que seguir uma estradinha de terra bem organizada por cerca de 30 minutos, 40 no máximo. Depois disso, é só aproveitar a vista incrível do cânion.
Assim como em Torres, mais uma vez fiquei refletindo o quanto o Brasil é realmente um país incrível. Temos rigorosamente de tudo em nosso país.
Já satisfeito, voltei para a entrada do parque para descansar e comer. É importante levar um lanche e também algo para se hidratar, já que você estará no meio do mato e longe de tudo. Também leve protetor solar, ou queimará como esse idiota que lhe escreve.
Com a barriga cheia, parti para a trilha do Vértice. Essa não demorou mais de 15 minutos. O “ponto final” da trilha te deixa bem perto da Cascata das Andorinhas, em uma vista deslumbrante.
Cânion Fortaleza
Peguei a estrada mais uma vez em busca do Cânion Fortaleza. Só que desta vezo GPS parou de funcionar e não tinha muitas placas. Peguei uma estrada de terra e segui reto toda a vida, talvez por 1h30, saindo de Cambará do Sul.
Cheguei a pensar que tinha me perdido, até que apareceu uma placa indicando que estava no caminho certo. Diferente do Itaimbezinho, o Fortaleza não tem tanta organização e sinalização. Consequentemente, menos turistas. O que acaba sendo melhor.
Lá, a trilha é mais difícil. Você terá que andar sobre muitas pedras, algumas íngremes, mas nada impossível. Achei interessante porque logo que cheguei, vi uma galera longe, em cima de uma montanha. Pensei “nossa, como será que eles chegaram lá?”. Ao passar o tempo e avançar na trilha percebi que era pra lá que eu estava indo.
Mais uma vez, durante a caminhada a vista já é surreal, coisa de outro mundo mesmo. Ao chegar lá, …simplesmente incrível. Diferente de tudo que vi na vida!
Fonte: http://vagandoporai.com/2015/10/19/canions-fortaleza-e-itaimbezinho-paraisos-que-voce-provavelmente-nao-conhecia/
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