Em março, um ataque de radicais ao Museu do Bardo, em Túnis, deixou 24 mortos, incluindo 21 turistas estrangeiros
Em março, um ataque de radicais ao Museu do Bardo, em Túnis, deixou 24 mortos, incluindo 21 turistas estrangeiros.
"Desde o ataque em Sousse, (...) o cenário de risco evoluiu significativamente, levando-nos a prever que futuros ataques terroristas são muito prováveis", disse em um comunicado o chanceler britânico Philip Hammond.
O comunicado do ministro afirma, também, que as autoridades "não acreditam que as medidas de segurança adotadas garantam a proteção adequada aos turistas britânicos na Tunísia".
Desde a ação em Sousse, muitos britânicos deixaram a Tunísia, mas estima-se que 3.000 ainda estejam no país.
A recomendação da chancelaria britânica deve atrapalhar a indústria de turismo da Tunísia, que emprega 400 mil pessoas e corresponde a 15% do PIB (Produto Interno Bruto) do país.
MEDIDAS DA TUNÍSIA - Após o anúncio da chancelaria do Reino Unido, o premiê tunisiano, Habib Essid, disse que o seu país fez "tudo o que podia" para proteger os turistas britânicos e de outras nacionalidades. O premiê disse, também, que seu governo vai ajudar a remover os cidadãos britânicos do país.
As autoridades afirmam que os atiradores de Sousse foram mortos no local pela polícia e que suspeitos de envolvimento com os radicais estão detidos.
No sábado (4), o governo tunisiano decretou um estado de Emergência e aprovou novas medidas de segurança, como o envio de 1.300 agentes de segurança para patrulhar hotéis, praias e outras atrações turísticas.
Além disso, a Tunísia fechou o cerco contra 80 mesquitas em situação irregular, que supostamente poderiam contribuir para a radicalização de indivíduos.
O Exército tunisiano e empreiteiras estão erguendo uma barreira na fronteira com a Líbia, onde terroristas teriam treinado os responsáveis pelo ataque de Sousse. O objetivo da construção do muro é evitar que radicais entrem na Tunísia. Segundo o governo, a barreira terá 168 quilômetros -cerca de um terço da fronteira entre os países- e será construída até o final do ano.
Fonte: http://noticias.ne10.uol.com.br/mundo/noticia/2015/07/10/reino-unido-orienta-turistas-a-evitar-viajar-a-tunisia-apos-ataque-em-praia-555995.php
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