quarta-feira, 20 de maio de 2015

Myanmar: Templos e tradições budistas encantam visitantes


País asiático é um dos 10 destinos que estão bombando em 2015

Em novembro de 2014, fiz uma viagem sozinha a Myanmar, a antiga Birmânia, lugar único do sudeste asiático que esteve fechado ao turismo por muito tempo. País um tanto misterioso para nós, é mais conhecido aqui pela Revolução Açafrão. Ela foi liderada pelos monges budistas que, em 2007, saíram em passeatas silenciosas contra o governo da época, acusado de corrupção e violação dos direitos humanos, e por Aung San Suu Kyi, líder da oposição agraciada com o Prêmio Nobel da Paz em 1991 e mantida em prisão domiciliar por 15 anos (e cuja história foi contada no filme Além da Liberdade). Em viagem recente para outros destinos exóticos da região (LaosCamboja Vietnã), tive minha atenção despertada para essa nação fascinante de 60 milhões de habitantes. O povo e a cultura estão entre os mais charmosos e autênticos. As mulheres pintam o rosto com thanaka, um pó amarelo feito da casca de uma árvore, e os homens vestem uma saia até os tornozelos, o longyi. Com 88% da população budista, tem inúmeros templos e monumentos milenares reluzentes, e, por isso, é conhecido como "o reino dos templos dourados".

Longa viagem até o destino final
Após 1h40min de voo até São Paulo, mais 13h30min até Doha (Catar), mais 6h10min até Bangcoc (Tailândia), e mais 1h20min, cheguei a Yangon, antiga capital deMyanmar. A cidade, de mais de 6 milhões de habitantes e trânsito caótico, tem ruas estreitas, parques, lagos e mansões coloniais britânicas deterioradas ao lado de reluzentes templos budistas. Entre eles, está o templo religioso mais importante daÁsia, o Shwedagon Pagoda, conhecido como Pagode de Ouro, que guarda relíquias de Buda. Ela tem a estupa principal, de quase cem metros de altura e coberta por placas de ouro, circundada por mais de 60 pequenos templos. Depois de mais uma hora de voo partindo de Yangon, cheguei a Mandalay, última capital real do reino daBirmânia. Ali, no pagode Arakan, a imagem de Buda mais venerada do país continua sendo coberta pelos fiéis com finas folhas de ouro. Em Amarapura, conheci a lendáriaU-Bein, a mais longa ponte de madeira do mundo (1,2 mil metros), erguida para os pedestres há cerca de 200 anos com mais de 900 postes de madeira. Ver o sol se pondo entre os pilares, passeando em um antigo barquinho a remo, é um programa imperdível. Então, embarquei na Road To Mandalay para um cruzeiro pelo Rio Ayeyarwady, parando em vilarejos interessantes. Em Shwe Kyet Yet, testemunhei a cerimônia da oferenda, quando os monges saem cedo dos templos para recolher nas ruas o alimento que irão consumir até o final da manhã (no restante do dia, somente podem beber água ou suco). Em Ava, sacolejando em uma charrete, fui desfrutando da paisagem do caminho, formada por vilas, templos e monastérios, até chegar a Inwa, onde o secularMosteiro Bagaya, todo esculpido de madeira teca, abriga uma escola que parece ter parado no tempo.

Em bagan, uma vista para não esquecer
Em Nyaung-u, o impressionante Pagoda Shwezigon, concluído no século 12, a estupa é coberta de ouro e rodeada de templos e santuários menores, que abriga relíquias de Buda. Em Bagan, em uma área de 41 quilômetros quadrados localizada em uma planície próxima ao Rio Ayeyarwady, a impressionante vista sobre mais de 3 mil estupas e templos budistas antigos é um momento inesquecível. Considerado um dos mais impressionantes sítios arqueológicos da Ásia (ao lado de Angkor Wat, noCamboja), teve seu auge no século 10, quando o rei trouxe para a região artistas, artesões, monges e mais de 30 elefantes carregados com as escrituras budistas. Myanmar está empatada com Laos no quesito "memórias inesquecíveis no Oriente". Mas essa é outra história...







Fonte: http://anoticia.clicrbs.com.br/sc/noticia/2015/05/myanmar-templos-e-tradicoes-budistas-encantam-visitantes-4763916.html

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