NANGA PARBAT (PAQUISTÃO): Cortado pela cordilheira do Himalaia, o Paquistão é um país recheado de paisagens fantásticas. Lá estão algumas das mais altas montanhas do mundo, frequentemente cercadas por paisagens que, à primeira vista, parecem pertencer à pacata Suíça. Diversas áreas da nação asiática, porém, se encontram afetadas por conflitos entre o governo local e grupos fundamentalistas islâmicos. "Há uma grande ameaça de terrorismo, sequestro e violência sectária por todo o Paquistão", diz o ministério das Relações Exteriores britânico. O governo do Reino Unido não recomenda nenhuma viagem para diversos locais de natureza exuberante do Paquistão, como a região que cerca o trecho da estrada Karakoram Highway entre Islamabad e Gilgit, perto da qual fica a montanha Nanga Parbat (na foto), a nona mais alta do mundo, com 8.126 metros | Por Marcel Vincenti, do UOL, em São Paulo
ACAPULCO (MÉXICO): Pense duas vezes ao lembrar das férias divertidas do Chaves ou do destino idílico frequentado por astros de Hollywood como Elizabeth Taylor e Cary Grant: dono de lindas paisagens, o balneário de Acapulco é hoje um epicentro da violência gerada por traficantes de drogas que operam no México, e que dão à cidade uma rotina marcada por assassinatos. A vizinhança de Acapulco também não ajuda: o balneário fica no mesmo Estado que a cidade de Iguala, onde 43 estudantes foram sequestrados em setembro de 2014. Se estiver no México e quiser pegar uma praia, escolha um lugar mais tranquilo, como Cancún ou Riviera Nayarit
MAALULA (SÍRIA): Até a eclosão da guerra civil da Síria, em 2011, a cidade de Maalula atraía turistas por duas grandes razões: seus mosteiros cristãos construídos entre lindas montanhas e pelo fato de parte da população local ainda se comunicar em aramaico, a língua que, acredita-se, falava Jesus Cristo. Infelizmente, o conflito sírio engoliu o local e afetou até as pacatas monjas de Maalula: em 2013, 13 religiosas do mosteiro de Santa Tecla (que costumava acolher viajantes gratuitamente em seus aposentos) foram sequestradas por grupos radicais islâmicos que ainda combatem o governo de Bashar al-Assad. Todas elas foram libertadas no ano passado, mas Maalula, assim como toda a Síria, continua sendo um destino extremamente perigoso para turistas
DJENNÉ (MALI): O Mali é um país com algumas das mais interessantes cidades históricas da África, como a famosa Timbuctu (fundada no século 12) e Djenné, que abriga a Grande Mesquita de Djenné (na foto), uma obra de arte religiosa feita com adobe e considerada Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco. O problema é que tanto Timbuctu como Djenné ficam em uma região que atualmente presencia conflitos armados entre o governo do Mali e grupos islâmicos radicais, que incluem uma filial da Al Qaeda que opera na África e que afirmam querem implantar um governo islâmico fundamentalista no território malinês."A situação da segurança pública em todo o Mali é bastante crítica pelo instante, afigurando-se como incompatível com atividades de turismo e lazer", afirma o portal consular do Itamaraty
PARQUE NACIONAL BAND-E-AMIR (AFEGANISTÃO): Cenário de guerras envolvendo a extinta União Soviética, os Estados Unidos e grupos muçulmanos armados, o Afeganistão tem sido uma imagem assustadora nas últimas décadas. E o país continua perigoso para turistas: segundo o ministério das Relações Exteriores britânico, há "um grande risco de terrorismo e sequestros" direcionados contra estrangeiros em todo o país, que ainda é afetado periodicamente por explosões de carros-bomba e tiroteios perto do aeroporto de Cabul. A pena é saber que o território afegão abriga lindas paisagens montanhosas que, em tempos de paz, seriam cenários perfeitos para longas caminhadas. Entre esses cartões-postais, destaca-se o Parque Nacional Band-e-Amir (foto), conhecido como o "Grand Canyon do Afeganistão" e que abriga belos lagos cercados pelas montanhas da cordilheira do Hindu Kush
PALMIRA (SÍRIA): A Síria sempre foi uma joia turística desconhecida por muitos viajantes do mundo. Além de suas fascinantes mesquitas (como a Grande Mesquita de Damasco, erguida entre 705 e 715 d.C.), o país árabe se destacava por abrigar paisagens da época do Império Romano, como os monumentos da cidade de Palmira (na foto, tirada em 2009). Localizado em um oásis a 210 km de Damasco, esse vilarejo está quase na fronteira com o Iraque e, quando Roma dominava a região, destacou-se como importante entreposto comercial na ligação entre a Ásia e o Mediterrâneo. Turistas que visitavam a área se encantavam com templos dedicados aos deuses Bel (associado ao sol e à lua) e Baal Shamen (associado às chuvas), dividindo a paisagem com o o Qala'at ibn Mann, um castelo do século 16 erguido sobre uma colina. A guerra síria, porém, danificou muitos monumentos da área, e há notícias de que ladrões têm roubado peças desse sítio arqueológico
SANAA (IÊMEN): Afetado atualmente por um conflito que opõe grupos muçulmanos sunitas e xiitas, o Iêmen não é um local para ser visitado em breve. Uma pena: pouco conhecido pelos turistas brasileiros, o país, localizado no sul da Península Arábica, é um interessante destino para quem gosta de cidades históricas e lindas paisagens: além de abrigar o arquipélago de Soqotra (dono de uma natureza endêmica exuberante), o Iêmen exibe centros urbanos como Áden (um dos mais importantes portos do Oriente Médio) e Sanaa (na foto), que exibe lindas mesquitas. Segundo o Itamaraty, porém, "não se recomenda, por questão de segurança, viagem ao Iêmen neste momento"
BAALBEK (LÍBANO): Baalbek é uma das atrações mais famosas do Líbano: trata-se de um complexo arqueológico com alguns dos maiores e mais bem preservados templos construídos durante a época do Império Romano, como o templo de Júpiter e o templo de Baco (na foto), em uma área considerada Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Infelizmente, nos dias de hoje, trata-se de um destino pouco aconselhável para turistas. Localizada no Vale do Bekaa, perto da fronteira com a Síria, a região onde está Baalbek já foi afetada pelo conflito que tem destruído o território sírio nos últimos anos, com morteiros caindo sobre a área. O ministério das Relações Exteriores do Reino Unido desaconselha qualquer visita à região
LEPTIS MAGNA (LÍBIA): Os vídeos que mostram o Estado Islâmico realizando decapitações em massa no litoral da Líbia não deixam dúvida: o país um dia controlado com mão de ferro por Muammar Gaddafi não é, atualmente, terreno para passeios turísticos. Em situação de caos por causa do vácuo de poder deixado pela deposição e morte de Gaddafi, a Líbia ainda é palco rotineiro de conflitos armados (e o Departamento de Estado dos Estados Unidos desaconselha qualquer viagem ao território líbio). Por isso, dificilmente será possível conhecer, em um curto prazo, Leptis Magna, que abriga alguns dos mais lindos monumentos erguidos pelo Império Romano na região que cerca o mar Mediterrâneo. Localizado a 130 km de Trípoli, o destino é Patrimônio Mundial da Unesco
MINDANAO (FILIPINAS): O ministério das Relações Exteriores do Reino Unido desaconselha viagens para a ilha de Mindanao, no sul do arquipélago das Filipinas. A razão: o destino é palco de conflitos que opõem o governo filipino a grupos muçulmanos armados. Os avisos dos governos ocidentais para que seus turistas não visitem Mindanao acaba por esconder muitas das belezas naturais da ilha, que incluem cachoeiras (como a da foto) e praias banhadas por água cristalina. Por outro lado, o território filipino abriga outros incríveis destinos de praia que podem ser visitados com mais tranquilidade, como Boracay e El Nido
Fonte: http://viagem.uol.com.br/album/2015/05/08/lindo-e-perigoso-veja-locais-fantasticos-que-voce-nao-vai-conhecer-tao-cedo.htm
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